Está em evidência, embora ainda conquistando espaço e maior número deadeptos, uma crescente conspiração em favor de uma nova consciência que envolvatransformações pessoais, sociais, políticas e ecológicas.
Através de estudosatuais e cada vez mais aprofundados de diversos pesquisadores, vêm sendorevelados fenômenos anteriormente cheios de mistério ou misticismo e que hojenos impulsionam a olhar com mais interesse e maior importância os novos“paradigmas” que estão surgindo, focalizando o ser humano e sua relação com ocosmo.
Esses novos paradigmas nos permitem observar e abordar a realidade donosso cotidiano e da natureza com mais qualidade. O termo “paradigma”, do grego“paradeigma” significa “modelo”, “padrão”, para Capra (1995, p.17), “é atotalidade de pensamentos, percepções e valores que formam uma determinadavisão de realidade, uma visão que é a base do modo como uma sociedade seorganiza”. Segundo Capra (2000), essanova visão sustenta-se na consciência deque existe uma inter-relação e uma interdependência fundamental em todos osfenômenos, sejam eles os de aspectos físicos, biológicos, psicológicos, sociaise culturais. Para este pesquisador, apesar de não haver uma forma bem definidaseja conceitual ou institucional em relação ao novo paradigma, já existemalgumas linhas mestras sendo formuladas por diversos estudiosos, comunidades eorganizações que defendem e desenvolvem esse novo modelo de ver a realidade numpensar-fazer inserido em novos princípios. Isto não quer dizer, no entanto, queesta nova concepção de universo baseada em novas teorias seja a mais correta emrelação às anteriores. O que significa dizer, conforme a afirmação do autor,que: “A ciência moderna tomou consciência de que todas as teorias científicassão aproximações da verdadeira natureza da realidade; e de que cada teoria éválida em relação a uma certa gama de fenômenos”.

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